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Secretaria de Segurança Pública se defende após artigo publicado em jornal inglês

A Secretaria de Segurança Pública respondeu o artigo do jornal britânico Daily Mail, que denunciou “uma onda de violência sem precedentes” em Salvador. Em comunicado à imprensa, a SSP-BA afirmou que, no primeiro trimestre de 2013, houve uma diminuição de 20% nos homicídios acontecidos no estado. O jornal havia informado a existência um aumento de 250% neste quesito.

A nota da SSP afirma ainda que, onde foram instaladas as Bases Comunitárias de Segurança, houve uma redução média de 60% no índice de criminalidade. O texto do Daily Mail citou dois lugares nos quais há as bases: Fazenda Coutos e Nordeste de Amaralina. A assessoria de comunicação da SSP informou ao Metro1 que a equipe da Reuters que fez as imagens contou com a colaboração da Polícia Militar e questionou o fato de que o artigo não ouviu o lado da PM.

“A SSP lembra que, só este ano, investiu mais de R$ 44 milhões em equipamentos, entre viaturas, armamentos, coletes balísticos e munição, e R$ 33 milhões na aquisição de duas novas aeronaves, um helicóptero modelo EC 145, com capacidade para 11 pessoas, e um avião monomotor turbo hélice para reforçar o enfrentamento ao crime”, diz o texto.

 

Fonte: Metro.com

Escolas da capital baiana registram uma ocorrência policial por dia

De acordo com a Secretaria de Educação do Estado da Bahia, no estado são 1.385 escolas, 229 é o total em Salvador. Já pela prefeitura, são 431 instituições de ensino na capital.

Agressões
Há cerca de 15 dias, uma professora da Escola Estadual Solange Hortélio Franco, no Uruguai, passou por momentos de pânico. Ela resolveu juntar duas turmas do noturno.

“Alguns alunos não quiseram, mas a professora argumentou que pra ela não havia problema porque iria para casa de carro, enquanto alguns alunos teriam de ficar expostos à violência do bairro nos pontos de ônibus”, conta Nilo Araújo, vice-diretor do turno.

Um estudante disse na sala: “Professora, estou cheio de ódio e se eu tivesse algo pontiagudo nas mãos furaria seu pescoço”, conta Araújo. Segundo ele, a professora não foi trabalhar no dia seguinte com medo e o aluno foi suspenso por dois dias. “O aluno pediu desculpas e disse que guardava mágoa da professora porque certa vez ela saiu da sala e pediu para uma funcionária tomar conta de um data-show. Ele interpretou a atitude como se a professora tivesse insinuado que ele fosse roubar o equipamento”, completa o vice-diretor.

Os alunos não são os únicos agressores. Na Escola Municipal do Pescador, em Itapuã, uma professora foi esbofeteada pela mãe de um aluno, em maio do ano passado. A professora tinha chamado a atenção de um dos alunos.
No dia seguinte, a mãe foi à escola agitada e procurou pela professora, que não teve chance de defesa. Sem que ao menos explicasse a situação, a professora recebeu a primeira de uma sequência de agressões. “Foi um gesto de impulso da mãe. A professora é tranquila, naquele dia estava substituindo outra professora que estava de licença”, conta a diretora Silvania Leão.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Bahia (APLB), Rui Oliveira, acredita que um dos motivos para a existência de casos como esse é a mudança na estrutura familiar. “Antes, o pai entregava o filho na escola e todos tratavam o professor com respeito, também como alguém da família”, diz.

Segundo uma das representantes da APLB, Jacilene Nascimento, muitos professores estão em restrição funcional. “Sem condições de reger a classe, muitos sofrem com síndrome do pânico e transtornos de bipolaridade, por causa dessas situações. Nessas condições, o professor deveria ser transferido para outra unidade, mas isso não acontece porque fica a cargo da secretaria”, disse.

A coordenadora do Programa de Atenção à Saúde e Valorização do Professor da Secretaria Estadual de Educação, Maria Regina dos Anjos, afirma, porém, que os casos de violência são pontuais. “São pouquíssimos casos. Nós fazemos oficinas de caráter preventivo e acompanhamento no espaço escolar”, diz.

Segundo ela, a informação de que os professores não são transferidos não procede. “Quando acontece alguma eventualidade, a secretaria assume e tenta tomar todas as medidas cabíveis para lidar com o problema”.

Riscos
Um professor de Educação Física, da Escola Municipal Dona Arlette Magalhães, em Castelo Branco, chegou a ser transferido depois de um trauma. No começo deste ano, ele teve uma arma apontada para a cabeça. Dois homens pularam o muro da escola e intimidaram o professor para tomar os equipamentos utilizados nas aulas . “Em pânico, o professor foi transferido e hoje está em trabalho administrativo na Secretaria de Educação”, relata um dos professores.

Para a supervisora da Subcoordenadoria de Apoio e Assistência ao Educando da Secretaria Municipal de Educação, Luciene Costa, a violência contra os professores é algo que deve ser combatido com ajuda da sociedade. “A escola, sozinha, não tem condições de resolver. É um problema social que precisa da ação de toda a comunidade, da família e do poder público”.

Luciene classificou a situação como “um desafio”. “Procuramos fazer isso para saber se aquela conduta foi por conta de uma situação social ou por conta de algum transtorno”, ponderou. No entanto, ela admite que não há um projeto específico para os casos de professores agredidos.

Para tentar curar um trauma, a psicoterapeuta Eurides Pimentel recomenda que o professor procure assistência psicológica. “Se não, é possível desenvolver depressão, síndrome do pânico. É um acidente de trabalho, no qual a assistência à vítima deve ser cobrada”, explica

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a especialista.

Violência escolar reflete casos que acontecem dentro de casa
A promotora Edna Sara Dias de Cerqueira, do Ministério Público Estadual (MPE), indica que a violência na escola reflete os problemas familiares. “Normalmente essas situações são comuns com criança ou adolescentes que vêm de um ambiente violento e eles acabam reproduzindo. É uma tendência”, analisa.

Segundo ela, o MPE adota medidas como representação criminal, resultando em medidas socioeducativas ou até a internação – nos casos mais graves – ou na remissão (perdão), quando se consegue harmonizar a situação, quando se sabe que o aluno não mais voltará a repetir o ato.

A Polícia Militar, através de nota, informou que a corporação conta com 400 policiais militares, 15 viaturas e dez motocicletas no grupo chamado Ronda Escolar, que além do policiamento nos estabelecimentos de ensino também realiza palestras, visitas e apresentação de peça teatral. A Ronda Escolar complementa o policiamento já realizado pelas companhias independentes nas localidades onde as escolas estão instaladas. Em 2013, foram 90 ocorrências atendidas pela PM nas escolas de Salvador.

Falta investir na formação do professor, diz especialista
Para a socióloga Miriam Abramovay, coordenadora da Área da Juventude e Políticas Públicas da Faculdade Latina Americana de Ciências Sociais (Flacso – Rio de Janeiro), é necessário que os governos estaduais e municipais invistam em cursos de formação de professores que abordem debates sobre mediação de conflitos, diversidade, violências e desafios na construção de planos de convivência escolar.

“Há 50 anos, a escola era um ambiente sagrado, hoje a escola não tem mais um espaço respeitado. Não existem políticas públicas. Alunos e professores vivem com medo. Falta diálogo”, explica. Abramovay, que já escreveu cinco livros sobre o tema, pontua que as questões de violência são colocadas em segundo plano nas escolas.

Fonte: Correio24horas.com

Assessoria da PM descarta bomba em Itaú do Rio Vermelho; trânsito fica congestionado

O trânsito no bairro do Rio Vermelho está congestionado na manhã desta segunda-feira (6) devido a um episódio ocorrido em uma agência do Banco Itaú, localizada na Rua Oswaldo Cruz, segundo a Central de Polícia. De acordo com a Centel, inicialmente houve a informação

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de suspeita de bomba no local, o que foi negado pela assessoria de comunicação da Polícia Militar. De acordo com o setor, uma das câmeras do banco estava coberta por um pano e outras duas viradas para a parede, fora do posicionamento normal, o que evidencia o manuseio dos equipamentos. O fato foi notado e a polícia, acionada. Ainda segundo a assessoria, os policiais militares enviados ao local aguardam, a pedido do gerente da instituição, a chegada da Polícia Civil, para a realização de uma perícia.

Crimes cometidos durante a greve da PM da Bahia serão julgados pela Justiça Federal e Militar

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) encerrou o conflito de competências instalado pela Auditoria Militar sobre a competência de julgamento dos crimes cometidos durante a greve da Polícia Militar da Bahia em 2012. O STJ determinou que os crimes tipificados na Lei da Segurança Nacional, cometidos na greve da Polícia Militar, entre 31 de janeiro e 10 de fevereiro de 2012, deverão ser julgados pela Justiça Federal. A decisão proferida pelo STJ no último dia 4 ainda determinou que a Justiça Militar deverá processar e julgar os crimes militares de motim, revolta e conspiração. O parecer foi apresentado pelo Ministério Público Federal (MPF), através do subprocurador-geral da República, Eitel Santiago de Brito Pereira. O parecer confirmou o posicionamento do MPF baiano. O conflito foi apresentado pela Auditoria antes de receber a denúncia do Ministério Público da Bahia (MP-BA) contra 84 policiais militares por motim, revolta e conspiração, crimes previstos no artigo 149 do Código Penal Militar. A Auditoria Militar alegou que a competência para julgar os crimes era da Justiça Federal para todos os casos. Já a 17ª Vara Federal, remeteu os autos ao STJ para decidir em qual instância os crimes possam ser julgados. O Código de Processo Penal e a Súmula 90 do STJ determinam que o concurso dos crimes tipificados não é um fator para justificar a unificação do processamento e julgamento na Justiça Federal.

 

Fonte: Bahia Notícias

Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública 2007

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